O profissional de assessoria de imprensa mais útil para o trabalho do jornalista de redação não é aquele que apenas envia os releases, e sim o que sugere pautas e auxilia no processo de apuração, conseguindo ganchos e personagens. Inclusive, este perfil está sendo cada vez mais elogiado por quem atua em redação. Esta é apenas uma das conclusões retiradas da pesquisa sobre a visão que os jornalistas possuem das assessorias de imprensa que o Comunique-se está publicando. O levantamento já está na quarta edição e, desde 2003, vem colaborando com o desenvolvimento do mercado. "Antes, não era possível comparar os dados. Hoje, podemos tirar uma série de conclusões, já que há informações suficientes para isso”, observa o presidente do Comunique-se, Rodrigo Azevedo. Os dados, colhidos em 2005 e 2006 e compilados com os já coletados nos anos de 2003 e 2004, oferecem um panorama abrangente sobre o relacionamento entre mídia e assessorias e analisa diversas questões sobre a efetividade e eficácia do trabalho dos assessores de imprensa. O objetivo da pesquisa é oferecer bases para que as empresas de comunicação corporativa que atuam no setor possam definir estratégias de atuação e corrigir falhas sistêmicas.
A pesquisa aponta que praticamente metade dos jornalistas que atua em redação acredita que a agilidade no envio de dados sobre o assunto em questão é a característica que mais colabora para o desenvolvimento de matérias. Apenas enviar informações via e-mail não é lá uma boa colaboração, na opinião dos entrevistados. Para facilitar o trabalho dos jornalistas de redação, o assessor precisa colocá-los em contato pelo telefone com porta-vozes das empresas. Mais da metade dos profissionais que responderam a pesquisa acha que os assessores não conhecem tanto o assunto divulgado e não conhece tão bem o funcionamento da imprensa. A qualidade do material encaminhado às redações também não é dos melhores. O principal problema do assessor é tentar vender a pauta que tem em mãos a qualquer preço.
Metade dos profissionais de imprensa afirmou que lê menos de 50% dos releases recebidos, ignorando sumariamente o restante.
A pesquisa aponta que praticamente metade dos jornalistas que atua em redação acredita que a agilidade no envio de dados sobre o assunto em questão é a característica que mais colabora para o desenvolvimento de matérias. Apenas enviar informações via e-mail não é lá uma boa colaboração, na opinião dos entrevistados. Para facilitar o trabalho dos jornalistas de redação, o assessor precisa colocá-los em contato pelo telefone com porta-vozes das empresas. Mais da metade dos profissionais que responderam a pesquisa acha que os assessores não conhecem tanto o assunto divulgado e não conhece tão bem o funcionamento da imprensa. A qualidade do material encaminhado às redações também não é dos melhores. O principal problema do assessor é tentar vender a pauta que tem em mãos a qualquer preço.
Metade dos profissionais de imprensa afirmou que lê menos de 50% dos releases recebidos, ignorando sumariamente o restante.
O uso de recursos online
Embora a utilização de recursos online tenha sido focada em outras pesquisas, desta vez o Comunique-se dedicou de forma mais organizada uma parte do levantamento para avaliar a efetividade das ferramentas de Internet. Observando o resultado das perguntas, percebe-se que o jornalista trabalha quase que todo o tempo online.
As coletivas online estão ganhando cada vez mais espaço. Oitenta e um por cento dos jornalistas afirmaram que participariam de uma coletiva via Web, produto oferecido pelo Comunique-se, desde que o tema fosse de seu interesse profissional e que ele tenha disponibilidade de acesso em seu próprio computador.
Os convites para coletivas de imprensa presenciais são bastante ignorados. Apenas 25% de todas as propostas feitas aos jornalistas resultam na presença efetiva do profissional no evento. Esse número tão baixo é resultado do enxugamento das redações e, portanto, da baixa disponibilidade de tempo de cada profissional para se deslocar ao local da coletiva. Daí a vantagem de se realizar uma entrevista via Internet.
Um dado novo nesta pesquisa mostra que os jornalistas acreditam que a Sala de Imprensa torna-se importante na medida em que eles acessam o espaço para obter informações específicas. Inclusive, segundo os entrevistados, qualquer empresa que se preocupa com sua imagem na mídia precisa manter em seu site uma área para a imprensa. E não basta ter apenas releases, é preciso ter fotos, estatísticas, comunicados etc.
Mas esses espaços precisam ser constantemente atualizados. De 2004 pra cá, os jornalistas estão cada vez mais críticos em relação às salas de imprensa. A grande maioria acha ruim acessar um espaço como esse e ver informações desatualizadas. Quase 57% reclamam que não encontram nas salas online as informações de que precisam.
As coletivas online estão ganhando cada vez mais espaço. Oitenta e um por cento dos jornalistas afirmaram que participariam de uma coletiva via Web, produto oferecido pelo Comunique-se, desde que o tema fosse de seu interesse profissional e que ele tenha disponibilidade de acesso em seu próprio computador.
Os convites para coletivas de imprensa presenciais são bastante ignorados. Apenas 25% de todas as propostas feitas aos jornalistas resultam na presença efetiva do profissional no evento. Esse número tão baixo é resultado do enxugamento das redações e, portanto, da baixa disponibilidade de tempo de cada profissional para se deslocar ao local da coletiva. Daí a vantagem de se realizar uma entrevista via Internet.
Um dado novo nesta pesquisa mostra que os jornalistas acreditam que a Sala de Imprensa torna-se importante na medida em que eles acessam o espaço para obter informações específicas. Inclusive, segundo os entrevistados, qualquer empresa que se preocupa com sua imagem na mídia precisa manter em seu site uma área para a imprensa. E não basta ter apenas releases, é preciso ter fotos, estatísticas, comunicados etc.
Mas esses espaços precisam ser constantemente atualizados. De 2004 pra cá, os jornalistas estão cada vez mais críticos em relação às salas de imprensa. A grande maioria acha ruim acessar um espaço como esse e ver informações desatualizadas. Quase 57% reclamam que não encontram nas salas online as informações de que precisam.
A opinião de outros profissionais
A jornalista Adriana Monteiro Fonseca, repórter da revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios, aponta que o melhor assessor é aquele que conhece o público do jornalista, porque assim ele consegue sugerir pautas focadas. "É impossível a gente escrever uma matéria como se fosse um release. Alguns [assessores] sabem disso muito bem, mas são poucos", analisa a repórter.
Sobre as coletivas, ela aponta receber mais de dez convites por mês, mas só comparece a duas, em média. A jornalista já participou de algumas coletivas online e afirma que é possível fazer as mesmas perguntas sem sair da redação. Porém ela também afirma que por vezes os entrevistados se esquivam de responder perguntas complicadas ou que envolvam dados que eles não queiram divulgar. "É mais fácil fugir das respostas", opina.
Sandra Takata, diretora de atendimento da assessoria de imprensa Versátil Comunicação, afirma que a elevação da avaliação positiva das assessorias é resultado de mudanças nas empresas clientes, que agora estão encarando mais a assessoria como uma forma de profissionalização de sua comunicação. Em reação a essa demanda, as assessorias vêm traçando estratégias cada vez mais focadas, na análise de Sandra.
A jornalista avalia também que boa parte dos jornalistas trabalhando nas redações não sabe como lidar com o trabalho dos assessores e que por isso muitas vezes perdem matérias importantes. "Hoje a informação está na mão dos assessores", afirma.
Como soluções para melhorar o relacionamento entre jornalistas e assessores, Sandra aponta a necessidade de um bom plano estratégico em relação ao foco e a editoria que se vai contatar e um bom software para envio de pautas. Além disso, defende também que o conhecimento do veículo com que está lidando é fundamental: "Todo assessor tem o papel de estudar a publicação [a que dirige releases], de estar consciente do que se está fazendo. Se não for um veículo conhecido, tem que passar a conhecê-los. O que tem que ficar claro é que nós [jornalistas e assessores] somos as duas pontas da mesma profissão", conclui Sandra.
Participaram da pesquisa 741 profissionais, entre repórteres, free-lancers, editores, diretores e apresentadores. Sessenta e oito por cento deles atuam na região Sudeste, 12% na região Sul, 10% na região Centro Oeste, 8% e 2% no Nordeste e Norte do País, respectivamente.
Sobre as coletivas, ela aponta receber mais de dez convites por mês, mas só comparece a duas, em média. A jornalista já participou de algumas coletivas online e afirma que é possível fazer as mesmas perguntas sem sair da redação. Porém ela também afirma que por vezes os entrevistados se esquivam de responder perguntas complicadas ou que envolvam dados que eles não queiram divulgar. "É mais fácil fugir das respostas", opina.
Sandra Takata, diretora de atendimento da assessoria de imprensa Versátil Comunicação, afirma que a elevação da avaliação positiva das assessorias é resultado de mudanças nas empresas clientes, que agora estão encarando mais a assessoria como uma forma de profissionalização de sua comunicação. Em reação a essa demanda, as assessorias vêm traçando estratégias cada vez mais focadas, na análise de Sandra.
A jornalista avalia também que boa parte dos jornalistas trabalhando nas redações não sabe como lidar com o trabalho dos assessores e que por isso muitas vezes perdem matérias importantes. "Hoje a informação está na mão dos assessores", afirma.
Como soluções para melhorar o relacionamento entre jornalistas e assessores, Sandra aponta a necessidade de um bom plano estratégico em relação ao foco e a editoria que se vai contatar e um bom software para envio de pautas. Além disso, defende também que o conhecimento do veículo com que está lidando é fundamental: "Todo assessor tem o papel de estudar a publicação [a que dirige releases], de estar consciente do que se está fazendo. Se não for um veículo conhecido, tem que passar a conhecê-los. O que tem que ficar claro é que nós [jornalistas e assessores] somos as duas pontas da mesma profissão", conclui Sandra.
Participaram da pesquisa 741 profissionais, entre repórteres, free-lancers, editores, diretores e apresentadores. Sessenta e oito por cento deles atuam na região Sudeste, 12% na região Sul, 10% na região Centro Oeste, 8% e 2% no Nordeste e Norte do País, respectivamente.
Investimento constante no mapeamento e desenvolvimento do mercado
Além da pesquisa "As Assessorias na Visão dos Jornalistas", o Comunique-se tem investindo no mapeamento dessa área. O Ranking de Comunicação Corporativa está em fase de produção. A idéia é mostrar quem são os maiores e melhores do mercado de cada região do Brasil. Entre as muitas vantagens de fazer parte deste levantamento está a veiculação da logomarca da empresa participante no espaço "Assessorias Abertas", dentro deste portal; a divulgação do ranking em nível nacional, para jornalistas e clientes e em nível internacional, via distribuição para cerca de dois mil veículos e fontes primárias de notícias, sem qualquer custo para o participante. Quem quiser ainda pode participar pelo site www.rankingcomunicacao.com.br.

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